sábado, 8 de outubro de 2022

Reparo do Foco no Infinito - Samyang 135mm F2

A tarefa de hoje é reparar a posição de foco no infinito de uma lente objetiva Samyang 135mm F2 (lembrando que a Rokinon vende o mesmo modelo - são iguais!).

O problema:
A lente não foca no infinito (conforme demonstrado na imagem abaixo), portanto não consegue fotografar nitidamente objetos muito distantes, como a Lua e as estrelas, por exemplo.

Objeto no infinito, mas sem nitidez - (crop da Lua no frame).

 

Solução:
Ajustar o anel de foco da lente para permitir ampliar a zona de foco e assim conseguir imagens nítidas de objetos muito distantes.

Ferramentas necessárias:
  • chave philips 1.5
  • chave de fenda 1.8
  • luvas
A grande vantagem desta tarefa é que não faremos nenhuma intervenção na parte ótica da lente, isto torna o reparo muito mais simples de ser executado. Iremos apenas remover o anel de borracha do anel de foco, retirar a capa e remover um limitador de foco da lente. Com isto ganharemos cerca de 2mm a mais na zona de foco!
Remoção do anel de borracha

Após a retirada do end stop, basta fazer o processo reverso da desmontagem, tomando muito cuidado ao apertar os parafusos, afinal são parafusos com rosca muito fina em um corpo de plástico.
Posição do end stop

No vídeo do nosso canal no YouTube tem o passo-a-passo certinho de todo o processo:


Vejam como ficou o foco no infinito após o reparo:
Frame completo

Objeto no infinito, agora com nitidez - (crop da Lua no frame).

Vejam o comparativo do ANTES e do DEPOIS, notarão uma grande diferença!


Ambas as fotos foram tiradas no mesmo dia, com a mesma câmera e as mesmas configurações (abaixo):
  • Lente: Samyang 135mm F2 @F4
  • Câmera: Canon T3i
  • ISO: 100
  • Vel. obturador: 1/1600s

Espero que tenham gostado.


Abraços!

sábado, 1 de outubro de 2022

Bora reformar um telescópio!!!

Telescópio que será reformado

Estamos escrevendo esta publicação em setembro de 2.022, nesta era não temos nenhuma loja consolidada com telescópios à pronta entrega (saudades dos tempos do Armazém do Telescópio e da Astroshop). No cenário atual é muito difícil comprar um telescópio de qualidade. A única alternativa que temos neste momento são os fantásticos telescópios newtonianos de 114mm do talentoso Sandro Coletti, no entanto, é necessário encarar uma fila de espera e ficar limitado aos 114mm de abertura.

É importante destacar o momento que vivemos na astronomia amadora brasileira, um mercado escasso, em termos de equipamentos, principalmente no que se refere ao fator custo/benefício (não vale mencionar aqueles telescópios das multilojas, pois não são instrumentos de fato). O mercado de usados é outra lástima porque os maníacos querem vender um telescópio velho e comprar um carro com o dinheiro da venda.

Situação do espelho primário

Dito isto, definimos o panorama atual, portanto, se você tem um telescópio em casa, cuide com muito carinho do seu equipamento e, caso ele não esteja bem cuidado, considere a possibilidade de reformá-lo. Neste cenário, é o melhor a se fazer. Este é o meu caso!

A vantagem agora é que o Blog do Delberson conta com um canal no YouTube (link) e todas as etapas da reforma estarão registradas em vídeo!

Outro ponto forte é que os conceitos, técnicas e projetos abordados na reforma também são muito úteis para quem pretende construir um TELESCÓPIO DO ZERO!

O telescópio a ser reformado foi montado por mim em 2016, temos até uma publicação aqui no blog sobre ele (link). Também construímos uma montagem dobsoniana (a mais adorada pelos astrônomos amadores!) para este telescópio a partir de um guarda-roupas velho (link).

Transformação que fizemos

A ótica do telescópio é oriunda de um modelo bastante comercializado no Brasil na "época de ouro" das lojas brasileiras: trata-se de um SkyWatcher refletor newtoniano 150mm F/8. Deste modelo recebi os espelhos e o focalizador doados por um amigo na época, as demais peças foram desenvolvidas e construídas por mim.

Modelo da SkyWatcher

Este instrumento é muito interessante como primeiro telescópio e possui uma qualidade bem bacana também. Através desta reforma também aproveitarei o momento para fazer algumas atualizações ao projeto e deixá-lo mais robusto para algumas aplicações, principalmente astrofotografia planetária e de estrelas duplas.

O que faremos e o que teremos na série de vídeos que está sendo produzida:

  • Principal: realuminizar os espelhos;
  • Substituir o suporte do secundário (aranha);
  • Aprimorar a célula do primário;
  • Instalar dovetail tipo Vixen e anéis para colocar na montagem equatorial;
  • Motorizar o focalizador.
Objetivos:
  • Deixar pronto para astrofotografia;
  • Fotos da Lua, planetas e estrelas duplas;
  • Ensaios com DSO’s pequenos.


O primeiro vídeo da série já saiu e está fantástico! Vejam lá:

https://youtu.be/EkSkW90D8c0


Aguardo vocês na próxima publicação!


Abraço!

domingo, 25 de setembro de 2022

Dezenas de Telescópios no Mato: o EBA

Você sabia que existe uma espécie de StarParty no Brasil?

?     Mas o que é uma StarParty?
R.: São eventos muito populares nos Estados Unidos cujo tema central é a Astronomia Amadora.

Imagine uma amontoado de gente falando sobre o mesmo assunto, compartilhando a paixão pelo Cosmos, experiências observacionais, dados coletados, inovações técnicas de processamento, gambiarras astronômicas, pois é ESTE EVENTO É O EBA - O ENCONTRO BRASILEIRO DE ASTROFOTOGRAFIA!

Turma do EBA 2022

É o evento mais próximo de uma StarParty que você tem no Brasil, é uma congregação de gente legal que dá muita risada junto, pega sereno no escuro e principalmente: CELEBRA A AMIZADE!

O EBA existe há mais de uma década, este ano foi realizada a 13ª Edição, EU ESTAVA LÁ E VOU TE CONTAR COMO FOI. O evento esteve pausado por dois anos em razão da pandemia, em 2022 o evento foi realizado retomando esta maravilhosa tradição. Em virtude dos tempos pandêmicos, notei que esta edição foi uma pouco reduzida em relação aos anos anteriores. O fato de contar com dois finais de semana também ajudou a pulverizar a galera, então nem todo mundo se viu.

Há quem prefere acampar

O evento foi realizado num aconchegante lugar, um hotel fazenda em Formosa-GO. O principal é estar longe da poluição luminosa! VAMOS EM BUSCA DO CÉU MAIS ESCURO POSSÍVEL! A melhor parte do EBA com certeza foi rever os amigos! Além disso é muito legal ver as diferentes abordagens que cada astrofotógrafo faz para registrar o céu:

  • há quem leve telescópios enormes;
  • há quem leve lunetas leves e compactas;
  • outros levam câmeras fotográficas e lentes;
  • alguns montam verdadeiros observatórios no campo;
  • outros saem desbravando a mata adjacente buscando composições do céu com a paisagem local;
  • e há também quem não leva nada e se diverte do mesmo jeito.

Esta foi a minha terceira participação no evento e esta edição foi muito especial porque tive a oportunidade de gravar entrevistas (bate-papos) com personalidades icônicas da astronomia brasileira, pessoas especiais pois têm muita história legal para compartilhar.

Algumas astrofotografias que produzi no evento deste ano:





Recomendo a vocês que se inscrevam no canal da Oficina Astronômica (Link do Canal) porque nos próximos vídeos teremos as entrevistas que revelam toda a MAGIA DO EBA!

Vídeo: https://youtu.be/EtOYVRYTS2A

Abração a todos!

Céus limpos!

Uma nova era se inicia: A Oficina Astronômica


Numa tarde de domingo, mas precisamente em 4 de novembro de 2.012, nascia o Blog do Delberson, oriundo da necessidade de buscar uma nova casa em razão do fim do Multiply, este palco virtual era o local onde eu arquiva e apresentava os meus projetos astronômicos de garagem. Com o fim do Multiply nós migramos para o Blogger e criamos o Blog do Delberson.

Já se passaram dez anos, alguns muito produtivos e outros de puro ostracismo. Aqui no blog registrei muitos projetos, contei algumas histórias e, para minha grata surpresa, descobri que iniciamos uma comunidade, muitos se dirigiram até mim para contar o quanto o blog os inspirou e esta é a maior recompensa que um divulgador pode ter, que é: inspirar, ajudar, esclarecer, deixar um legado...

A verdade é que eu gostaria de ter sido mais produtivo, em termos de quantidade de publicações, em todos esses anos, pois muito do que foi desenvolvido por mim não veio para o blog. Agora, em setembro de 2.022, o blog não morre, mas ressurge com uma nova roupagem, pois irá subsidiar um projeto ambicioso: a OFICINA ASTRONÔMICA.

A Oficina Astronômica é uma ideia, um conceito velho que persiste em pleno século XXI. Estruturamos aquela boa e velha oficina de garagem em um CANAL DO YOUTUBE (Link do Canal). Neste canal teremos vídeos divertidos na órbita do tema astronomia e com diversos projetos no bom estilo FAÇA VOCÊ MESMO.

Na oficina você terá dicas sobre equipamentos, telescópios, câmeras, projetos, consertos, modificações, lentes, sistemas, gambiarras, tudo para estudar o céu a partir do seu quintal.

5 PILARES do CANAL: Foco na criação, diversão, baixo custo, desenvolvimento de garagem, faça você mesmo.

Com material completamente autoral, astrofotografias, timelapse, equipamentos, técnicas!

Espero que vocês continuem a nos acompanhar no blog e se inscrevam também no canal. São todos muito bem-vindos!

Abraço!

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Montagem Equatorial Caseira - Mark VI

GEM Mark VI
Em 2.020 (nem tudo foi perdido) dei início a um novo projeto de montagem equatorial desenvolvida e produzida em casa. A ideia inicial era apenas corrigir algumas peças da Toto Mount, haja vista que agora eu disponho de uma CNC Router para usinar peças em alumínio, madeira, plásticos etc. Desde quando terminei esta montagem eu sabia que em algum momento seria interessante melhorar algumas partes (apesar de funcionarem), não eram tão robustas ou belas, mas fiz com o que eu dispunha naquela época.

Diante deste cenário, iniciei também uma nova aprendizagem sobre como modelar e programar uma CNC. O primeiro ajuste necessário era no sistema de inclinação do eixo de ascensão reta para o alinhamento polar, o sistema anterior não me permitia fazer um alinhamento por derivação preciso. O outro ajuste era no sistema de instalação do motor em DEC, pois era improvisado com barras roscadas.
Primeiras peças a ficarem prontas
A ideia se resumia apenas nestes dois ajustes, porém diante das capacidades da CNC acabei me vendo diante da possibilidade de aprimorar toda a montagem e foi o que acabei fazendo, no final eu acabei criando uma nova montagem. Assim nasceu a Mark VI!

Esta nova montagem é de pequeno porte, capacidade aproximada para 12kg (fora as contra-pesos), equipada com o sistema AstroEQ (o qual já falei a respeito aqui no blog), possui GoTo, autoguiagem e preciso sistema de alinhamento polar. Além disso, criei também para ela um saddle padrão Vixen cujos parafusos de travamento não danificam o dovetail.
EQ desmontada
Na imagem acima podemos ver como não é fácil projetar e construir uma montagem equatorial do zero. Ao final contabilizei 62 peças e mais de 80 parafusos! Além de várias horas de projeto, montagem e testes...

A montagem encontra-se em uso e já fiz várias imagens com ela, portanto ela já conta com algumas horas de exposição em seu currículo e tem funcionado muito bem. Porém preciso aprimorar o sistema de embreagem que ainda não me agradou 100%, creio que com esta última alteração a montagem terá um pouco mais de precisão.

Nebulosa do Cachimbo

Complexo Nebular Rho Ophiuchi

Aglomerado Plêiades do Sul
As imagens acima foram todas obtidas com os equipamentos contidos na primeira foto desta publicação. Além da montagem caseira, o dovetail (barra onde se prendem as câmeras na montagem), o adaptador para lentes EOS-T2, o removedor de orvalho (dew heater) e a pequena luneta utilizada para guiagem foram todos construídos em casa. As imagens foram obtidas através de exposições de 180 segundos a 300 segundos utilizando uma câmera ZWO ASI178MC-C e objetiva Canon 50mm F1.8 II.

Abraços e até a próxima!

domingo, 14 de julho de 2019

A Lua com dupla reflexão

A Lua com seus diversos tons.
Após o Sol, sem dúvidas a Lua é o astro mais notável do céu. Além disso, sempre que temos um telescópio à mão ela geralmente é a primeira na lista de alvos a serem observados. E garanto: ela nunca decepciona! Até mesmo para os observadores mais experientes, é sempre um deleite observá-la através das lentes de um telescópio. Na fotografia não é diferente, a Lua (via de regra) é quase sempre o primeiro alvo registrado no histórico de todo astrofotógrafo.

Nosso satélite natural é muito generoso com os iniciantes na astrofotografia, pois apesar de não possuir luz própria, ele reflete luz suficiente para belas fotos sem muita dificuldade. Mesmo câmeras sem telescópios são capazes de registrar as maiores crateras lunares com lentes de zoom, ou então telescópios simples (sem motorização) com modestas câmeras digitais também produzem belas fotos.

Reflexão


Como citado anteriormente, a Lua não possui luz própria. Mas como ela brilha tão intensamente?

Todo esse brilho que notamos na Lua deve-se à uma propriedade física chamada albedo ou coeficiente de reflexão. O albedo determina a capacidade que uma superfície possui de refletir a luz solar, variando numa escala de 0 (nada refletivo) até 1 (perfeitamente refletivo), ele pode ser aferido tanto num pedaço de carvão, quanto num asteroide ou mesmo um planeta inteiro. A Lua, que é o tema principal deste tópico, possui albedo total em torno de 0,12 e reflete tanto a luz do Sol quanto a luz proveniente da Terra.

Luz cinérea


Sim, você não leu errado. A Lua reflete tanto a Luz do Sol quanto a luz refletida pelo planeta Terra. Tal como a Lua, a Terra também possui um coeficiente de reflexão (albedo) que, em média, fica entre 0,30 a 0,35 a depender da cobertura de nuvens que influenciam diretamente nesta propriedade. Portanto, a Terra reflete a luz emitida pela Sol em direção à Lua tal como a Lua reflete para a Terra.

A luz refletida pela Terra é tão poderosa que é capaz de iluminar o lado escuro (não o lado oculto, que são coisas distintas) da Lua. Em noites de Lua nova podemos notar este efeito na parte escura do nosso satélite natural, basta ver que a região escura não está totalmente invisível, sendo possível observá-la em tons cinéreos, isto é, tons cinzentos. A luz que proporciona esta observação é justamente a luz que a Terra está refletindo, enquanto que a parte mais brilhante da Lua (a fase) está sendo iluminada pelo Sol.

A foto que encabeça esta publicação foi tirada por mim durante a fase crescente da Lua, no mesmo período lunar que proporcionou o eclipse total solar no Chile e na Argentina no dia 2 de julho de 2019. Nesta imagem temos metade da Lua iluminada pelo Sol e a outra metade iluminada pelo brilho da Terra (earthsine, ashen glow, Da Vinci's glow ou, simplesmente, luz cinérea).

Devido à diferença de luminosidade, foram necessárias duas fotos com configurações diferentes na câmera, apesar de estar utilizando o mesmo telescópio nas duas fotos. Uma imagem foi em longa exposição para pegar a parte escura e o fundo de estrelas e a outra foi em curta exposição para capturar a fase lunar sem saturar a imagem. Depois de tomadas as fotos, as duas foram empilhadas em HDR (high dynamic range) que é uma técnica de composição fotográfica que permite extrair uma maior escala de luzes na fotos que vai de tons mais claros aos tons mais escuros. Dificilmente (ou quase impossível) obter uma foto assim numa única exposição.
Curta exposição: 1/100 segundo ISO100
Longa exposição: 5 segundos ISO400
A técnica apresentada nesta publicação é muito comum na fotografia digital, seu ponto principal é a capacidade de revelar mais detalhes do objeto fotografado. Quando aplicamos tais técnicas nos objetos celestes conseguimos belas fotos, porém nem sempre é possível fazê-lo, mas garante algumas horas de trabalho e diversão.

Até a próxima!

Abraços,
Delberson.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Joias e diamantes - Messier 46

Aglomerado Aberto de Estrelas Messier 46
Messier 46, ou simplesmente M46, pertence a uma classe muito comum de objetos de céu profundo, que é a classe dos aglomerados estelares abertos. Este tipo de objeto é abundante no céu noturno, sendo possível encontrar um em cada canto do céu praticamente. No entanto, nem por isso são menos interessantes, porque apresentam-se em diferentes formas e cores, alguns deles apresentam até mesmo nebulosidade associada ao aglomerado.

Aglomerados estelares abertos possuem como característica intrínseca a jovialidade, geralmente os seus membros são estrelas jovens com a mesma idade e com o tempo vão se afastando uma das outras. Dentre as estrelas de M46 podemos notar que há algo diferente, com forma circular e cor esverdeada, este objeto já foi uma estrela um dia. NGC 2438 é agora uma nebulosa planetária, que é o resultado do final da vida de uma estrela com massa similar à do nosso Sol.

Então como pode haver uma estrela morta no meio de um aglomerado de estrelas jovens? Simplesmente porque estes objetos não estão no mesmo local, estão bem distantes entre si na verdade, porém estão na mesma linha de visada do observador aqui na Terra. Assim como quando uma pessoa observa um avião passando pela Lua, apesar de estarem no mesmo campo de visão, estão muito distantes um do outro.

Desde que iniciei na astrofotografia amadora o desejo em fotografar este aglomerado estelar já me conduzia a colocá-lo na minha lista de desejos, possivelmente pelo fato de haver esse outro objeto muito peculiar "dentro" do aglomerado. Como disse agora há pouco, cada aglomerado possui o seu charme e, neste sentido, M46 se destaca por haver uma nebulosa planetária (NGC 2438) contida em seu interior. Uma frase que descreve bem este objeto: "Messier 46 é como uma caixa de diamantes que abriga uma joia."
Nebulosa Planetária NGC 2438
Mas as surpresas não param por aqui! Além desta bela joia inserida dentre os diamantes, há ainda outra nebulosa planetária no mesmo campo de visão. Sim, SÃO DUAS NEBULOSAS PLANETÁRIAS! Sendo a segunda bem menor e mais tênue do que a que está no aglomerado, mas ainda assim se faz presente na foto.
Nebulosa Planetária PK231+4.1
Destaques para as pequenas nebulosas.
#Dados do objeto:
Nome: M46
Catálogo: Messier 46, NGC 2437
Descrição: Aglomerado aberto
Constelação: Puppis (Popa)
Magnitude Visual: +6.09
Tamanho Aparente: 20 arcmin.
Dist. Estimada: 4.900 anos-luz
Fonte: SkySafari 4 Plus app
#Equipamento:
Telescópio: Refrator Orion ED80
Distância Focal: 600mm
Câmera: QHY163M
Montagem: HEQ5 Pro
Filtros: LRGB Optolong
Guiagem: buscadora Meade 8x50 com câmera Starlight Superstar mono
Acessórios: aplanador de campo Orion; roda de filtros manual StarGuider

#Dados da captura:
Lum. (filtro L): 1.6 horas (subs 180s) bin1x1 -10° C
Vermelho (filtro R): 13 min. (subs 60s) bin1x1 -10° C
Verde (filtro G): 14 min. (subs 60s) bin1x1 -10° C
Azul (filtro B): 15 min. (subs 60s) bin1x1 -10° C
Exp. Total: 2.3 horas
Calibração: darks
Local: Silvânia / Goiás / Brasil
Data: 25 de maio de 2.019
Escala bortle: 4-5
Programas para aquisição: APT; EQMod; PHD 2
Programas para processamento: PixInsight e Photoshop CS6